{"id":9221,"date":"2024-10-29T11:58:50","date_gmt":"2024-10-29T14:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/saudedigitalbrasil.com.br\/?p=9221"},"modified":"2024-10-29T11:58:50","modified_gmt":"2024-10-29T14:58:50","slug":"interoperabilidade-quem-paga-a-conta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saudedigitalbrasil.com.br\/en_us\/interoperabilidade-quem-paga-a-conta\/","title":{"rendered":"Cases de Interoperabilidade: Quem paga a conta?"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O alto custo da integra\u00e7\u00e3o de dados no setor de sa\u00fade ainda \u00e9 um desafio global. Enquanto pa\u00edses avan\u00e7am na digitaliza\u00e7\u00e3o, o Brasil enfrenta obst\u00e1culos financeiros e estruturais. Durante palestra no Lounge by SDB no HIS 2024, Teresa Sacchetta, diretora na InterSystems, apresentou cases pr\u00e1ticos de interoperabilidade e refletiu sobre quem deve arcar com esses custos.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A interoperabilidade de dados no setor de sa\u00fade \u00e9 uma tend\u00eancia crescente ao redor do mundo, prometendo melhorar a coordena\u00e7\u00e3o de cuidados, aumentar a efici\u00eancia e reduzir custos. No entanto, essa integra\u00e7\u00e3o apresenta desafios complexos, sendo o custo um dos maiores entraves. Pa\u00edses como a Finl\u00e2ndia, Dinamarca e Austr\u00e1lia j\u00e1 investiram pesadamente em solu\u00e7\u00f5es para integrar seus sistemas de sa\u00fade, enquanto no Brasil a implementa\u00e7\u00e3o de interoperabilidade enfrenta um grande dilema: quem paga a conta?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Teresa Sacchetta, especialista em interoperabilidade e diretora na<a href=\"https:\/\/www.intersystems.com\/br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> InterSystems<\/a>, associada da <a href=\"https:\/\/saudedigitalbrasil.com.br\/en_us\/\">Sa\u00fade Digital Brasil<\/a>, trouxe \u00e0 tona essa discuss\u00e3o durante o HIS 2024, abordando experi\u00eancias internacionais e analisando como esses pa\u00edses conseguiram superar as barreiras financeiras. Ela ressaltou que, apesar dos avan\u00e7os em diversos locais, o Brasil continua atrasado, especialmente em compara\u00e7\u00e3o a outras na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina. A fragmenta\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade brasileiro, tanto entre os setores p\u00fablico e privado quanto no uso de novas tecnologias, como dispositivos conectados e plataformas de healthtech, torna a quest\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o de dados ainda mais urgente e complexa.<\/span><\/p>\n<h2><b>O desafio do financiamento<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Teresa, a principal dificuldade em alavancar a interoperabilidade no Brasil \u00e9 a falta de clareza sobre quem deve financiar esses projetos. \u201cNos casos da Finl\u00e2ndia e da Dinamarca, o governo tomou a frente dos investimentos, criando redes nacionais de sa\u00fade digital e plataformas de interoperabilidade que conectam todos os prestadores de servi\u00e7os. No Brasil, essa lideran\u00e7a ainda n\u00e3o est\u00e1 clara\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela tamb\u00e9m destacou exemplos de modelos mistos, como na Austr\u00e1lia e no Reino Unido, onde o governo inicia os investimentos e o setor privado se une para financiar e sustentar o sistema. No entanto, Teresa enfatizou que, para que a interoperabilidade funcione de forma eficaz, \u00e9 necess\u00e1rio um compromisso de longo prazo de todas as partes envolvidas.<\/span><\/p>\n<h2><b>Parcerias p\u00fablico-privadas: uma sa\u00edda poss\u00edvel?<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos Estados Unidos, o modelo de <\/span><b>Health Information Exchanges<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (HIEs) mostrou que parcerias p\u00fablico-privadas s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para a integra\u00e7\u00e3o de dados. \u201cAs HIEs come\u00e7aram como iniciativas regionais, com institui\u00e7\u00f5es trocando dados entre si, e hoje se expandiram para redes nacionais. Esse modelo poderia ser adaptado para o Brasil, onde o setor privado tem um papel importante\u201d, sugeriu Teresa. Ela ressaltou que, em muitos casos, o avan\u00e7o s\u00f3 aconteceu ap\u00f3s a imposi\u00e7\u00e3o de multas a institui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o compartilhavam dados, um mecanismo de press\u00e3o que poderia ser considerado no contexto brasileiro.<\/span><\/p>\n<h2><b>Os benef\u00edcios da interoperabilidade<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Teresa enfatizou que, apesar dos desafios financeiros, os benef\u00edcios da interoperabilidade s\u00e3o claros. Ela citou exemplos da Est\u00f4nia, onde o sistema de sa\u00fade conectado h\u00e1 mais de 20 anos tem mostrado uma redu\u00e7\u00e3o significativa de erros m\u00e9dicos e maior efici\u00eancia no acompanhamento de pacientes cr\u00f4nicos. Na Finl\u00e2ndia, os ganhos financeiros tamb\u00e9m foram expressivos, com o pa\u00eds economizando mais de 1,3 bilh\u00f5es de euros em cinco anos, gra\u00e7as \u00e0 automa\u00e7\u00e3o de processos e \u00e0 melhor gest\u00e3o dos recursos de sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 dif\u00edcil argumentar contra a interoperabilidade quando vemos os resultados: menos desperd\u00edcio, maior coordena\u00e7\u00e3o de cuidados e uma popula\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. Mas para colher esses frutos, \u00e9 preciso investir e, principalmente, superar o receio de curto prazo de perda de receita que muitos prestadores de servi\u00e7os de sa\u00fade t\u00eam\u201d, refletiu Teresa.<\/span><\/p>\n<h2><b>Brasil: entre o p\u00fablico e o privado<\/b><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, ainda h\u00e1 muito a ser feito. Teresa mencionou que algumas iniciativas isoladas, como a Unimed, j\u00e1 est\u00e3o investindo em reposit\u00f3rios unificados de dados de sa\u00fade, mas o avan\u00e7o em larga escala depende de um alinhamento mais claro entre governo e setor privado. \u201cA interoperabilidade \u00e9 um caminho sem volta para aumentar a efici\u00eancia e a qualidade do atendimento. Mas, para que funcione, precisamos de mais investimentos e de um consenso sobre quem deve financiar esses projetos\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com exemplos inspiradores de outros pa\u00edses e um olhar atento \u00e0s especificidades do mercado brasileiro, Teresa deixou claro que o futuro da sa\u00fade no Brasil depende da capacidade de superar os desafios financeiros da interoperabilidade e de transformar a fragmenta\u00e7\u00e3o do sistema em um modelo conectado e eficiente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O alto custo da integra\u00e7\u00e3o de dados no setor de sa\u00fade ainda \u00e9 um desafio global. Enquanto pa\u00edses avan\u00e7am na digitaliza\u00e7\u00e3o, o Brasil enfrenta obst\u00e1culos financeiros e estruturais. 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