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Uso da telemedicina mais que dobra em 2021

17 de março de 2022 12:08

Os dados são de pesquisa feita em janeiro com os associados da Saúde Digital Brasil, que juntos, desde a regulamentação emergencial, realizaram mais de 16,4 milhões de atendimentos. Para 2022, a expectativa é de 30 milhões de atendimentos

Apesar da regulamentação pós-pandemia seguir indefinida, os números com relação à utilização da telemedicina não param de crescer. Dados levantados pela Saúde Digital Brasil com os seus associados, que representam de 80 a 90% do mercado privado de telemedicina, em janeiro, mostram um crescimento de 113% no número de 2020 para 2021. Foram mais de 10,2 milhões de atendimentos realizados via telemedicina. 

Em 2022, somente em janeiro foram realizados mais de 1,4 milhão de atendimentos, representando quase 14% do total do ano passado. A expectativa é de que mais de 30 milhões de atendimentos ocorram até dezembro. A média mensal de  contatos entre profissionais da saúde e pacientes usando a tecnologia também apresentou um salto considerável. Em 2020, ela era de 400 mil consultas por mês, em 2021 essa média já havia dobrado, e em janeiro último ela foi mais de três vezes superior ao volume realizado no início da pandemia – alcançando a marca de 1,4 milhão de atendimentos por mês.  

Segundo Caio Soares, presidente da Saúde Digital Brasil, não há dúvidas dos impactos proporcionados, da adesão de todos os envolvidos e da resolutividade da telemedicina. Aspectos estes que a tornam, sem dúvidas, irrevogável. “O que vivenciamos até hoje é uma jornada nunca vivenciada por nenhum outro setor em volume de atendimento. A telemedicina contribuiu substancialmente para passarmos mais tranquilamente por essa guerra. Teremos um pós-pandemia em que ela também será muito necessária e muito presente. Afinal, a sociedade aprendeu a viver com esse novo modelo”, enfatiza. 

Os dados levantados entre os associados da Saúde Digital Brasil também revelam que 80% dos pacientes que utilizam a telemedicina, concentram-se na faixa etária entre 16 e 65 anos, sendo a tecnologia preferencial para o contato (97%), a videoconferência.  Com relação aos tipos de atendimentos realizados por telemedicina, 57% são consultas avulsas de pronto atendimento; 21% primeiras consultas de especialidades; 17% as consultas de acompanhamento com retorno  de especialidade; e 11% consultas de acompanhamento com retorno clínico. 

No entanto, Soares reforça que, para que o acesso à saúde não seja impactado e siga garantido e ampliado, é preciso que o processo de regulamentação que tramita no Congresso Nacional seja acelerado. “Temos atualmente uma lei temporária e acabando a pandemia entraremos em uma situação bem complexa no que diz respeito à segurança da informação e para garantir as boas práticas no atendimento remoto, da mesma forma que as temos no modelo presencial. Carecemos sim de uma regulamentação para sustentar não só crescimento, como para garanti-lo e esse é um entrave gravíssimo”, finaliza.   

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